Mania de dizer arte final. Arte não tem prólogo nem epilólogo.Tem arte. do começo ao fim. o que parece acabado, continous est.
Flamenco, nasceu com Mama África...na batida do primitivo tambor.
E foi atravessando os mundos com nomes e instrumentos ajustados à cadência da vida dos povos . Dos mouros aos cristãos. Dos lusitanos, aos judeus.
Uns acrescentaram-lhe as palmas, outros as castanholas, o cante, o cájon. Cigano não marca com o tácon, nem sapateado. Marca com olhar, com a alma. Os espanhóis, lá pelas tantas, com a guitarra flamenca. Os mouros e arábes com o tilintar das moedas... Da Ilha, a voz afro cúban, traz o lamento escravo.
Bobagem pensar o Epílogo se toda essa mistura traz o Prólogo. pois logo aí, é que se deu o que veremos a seguir. misturando-se o dendê à massa da mandioca mãe; nasceu a última coreografia que continuará sendo a primeira.
Como parte integrante do processo, participei e contribui com os dois momentos.
O percussionista é Paulo Marcelo Silva, ao qual, como mãe "arteira", levei ainda garoto,
para fazer marcação. Homangens a todos que fizeram arte única e contínua.
Sem prólogos ou epílogos.
show de Hónorio Costa e o outro garoto do opereta.........lindos
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